• Respeito

    Que tal um novo exercício? Vamos conjugar verbos. A escolha de hoje é Respeitar. Verbo transitivo direto. Já, a palavra respeito é um substantivo masculino, vem do latim respectus, que determina um sentimento positivo e, em sua origem, a palavra significa: olhar outra vez.

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  • Só ou acompanhada, eu vou

    Viajar sozinha é um desafio. Você lembra de cada amigo associado a uma imagem e na ânsia de trocar informações fala, retruca, contesta, concorda... sozinha.

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  • Notícia

    Eu só queria uma notícia de você. Um recado bem dado, numa linha, num papel, talvez quadriculado, ou num jornal.

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terça-feira, 19 de setembro de 2017

Sombras



Fotografar o instante, o momento mágico. Congelar aquele segundo que ficará eternizado.

Olhando minhas fotos amadoras percebo que tenho grande atração nas imagens que revelam sombras.

Uma árvore que parece renascer na terra, tal qual um espelho da natureza.

Os pés na areia que acompanham  os passos lentos e cansados.

A fumaça do cigarro que se transforma em uma nuvem. fazendo festa com meu imaginário.

Quando criança gostava de brincar com minha amiga, que me acompanhava a todo momento. 

Tentava, por vezes, abraçá-la para agradecer a sua parceria.

Em outros momentos criava, com as mãos, desenhos divertidos na cortina do quarto.


Penso que ela me traz conforto, um carinho que chega de forma inesperada.

Temos uma grande intimidade. Me sinto protegida quando falo dos meus sonhos, dos meus desejos inconfessáveis. Somos cúmplices por acreditar que é possível voar. 



terça-feira, 5 de setembro de 2017

Um só


Um pedaço
Um afago
Um carinho
Um ninho
Um beijo no rosto
Um encontro proposto.


Uma mensagem
Uma viagem
Um pensamento
Um tormento
Um recado
Um pecado.




Um descaso
Um acaso
Um espinho
Um burburinho
Um desgosto
Um preposto.

Uma paragem
Uma miragem
Um aborrecimento
Um sofrimento
Um sacrificado
Um crucificado. 




quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Existência




Eu escrevo para não morrer... 
Não morrer minha sanidade, minha vontade,  minha (às vezes) pouca coragem.  
Eu escrevo para dizer o que está preso no peito e vai explodir. 
Eu escrevo para não pirar, não desanimar e me encorajar.


Eu me (re)vejo em cada rabisco. 
Eu me (re)vejo no singelo, no encontro do acaso. 
Na linha fina que separa o sagrado e o profano.
No sol que arde na alma, na enxurrada e no chuvisco.

Eu me atrevo em pensar na alegria.
Eu me atrevo em lutas perdidas, em libertação do ser incontido.
Eu me atrevo em acreditar no simples.
Sublimar o desejo e desabafar na poesia.

Eu me defendo em um rascunhos amassado.
Eu me defendo do desespero, me agarro ao que é verdadeiro e deixo o tempo passar.
Eu me defendo do complexo e o acato o simples.
E resisto no limite do não e da falta do sim.


Eu escrevo
Eu (re)vejo
Eu me atrevo
Eu me defendo...

Para sobreviver


* Dedicado a um amigo muito amado








domingo, 27 de agosto de 2017

Incerteza


Uma boa forma de começar
Uma maneira de finalizar.
Uma respirada
Um tom de displicência
Um ar de ironia...


Um pulsar de desejos.
Uma pergunta a se fazer
Uma resposta a se dar

Um motivo para sonhar
Uma dúvida...






  Quem vai tocar o coração?
        Quem promete arrancar a dor?
Quem pensa em doação?

            Quem dará o direito da chegada?
              Quem promete o sonho realizado?
              Quem ensinará uma nova oração?



Um partir de incerteza 
Um recomeço de nada
Uma vertigem de medo
Um início da jornada

Um pouco de clareza
Um pedido de ajuda
Um mistério que afaga
Um sofrimento que não acaba


     Quem estenderá a mão?
Quem promete o fim?
    Quem transfere o amor?

       Quem pode se apaixonar?
   Quem determina o sim?
       Quem o impede de voltar?










quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Um bom dia de luz

   O sol invade a sala. Não há mecanismo de defesa

        O bom dia surge com força e não em uma mensagem distante, nas redes sociais.

    A natureza mostra sua cara e desafia a tristeza.

     O carinho chega pela janela e passeia pelo ambiente dando a certeza de vida. Um pulsar de novidade envolvente que atrai a ideia de boas notícias.

   O otimismo da luz é o testemunho de fé. O renascer de uma esperança que estava adormecida, quietinha em um canto escuro.

   É hora de (re)agir. Entender o momento e ter o convencimento que aquele momento não volta, mas faz cócegas na vontade de encarar o mundo.

   Um instante sem a perturbadora saudade. A falta que dilacera e empurra para a vida, tentando navegar em um mar calmo. Em um mergulho o sal pode, talvez, queimar os olhos.


 Me atrevo em crer em dias calmos. Mas, Simone de Beauvoir brinca com minha resposta: "O seu amor, a sua ternura, eram apenas um sonho. Mas valeria a pena aceitar sonhar um amor que queremos viver na realidade?"

       
    
     



sábado, 19 de agosto de 2017

Um recanto


O encontro poderia acontecer em uma pracinha, de uma cidade escondida em um canto do País. 

Percorro o mapa com os olhos fixos procurando o lugar. No extremo Norte. Não! O sol talvez castigasse a pele e a sensação térmica afastaria a importância do diálogo.

Mudo a direção, vou ao Sul. O frio, quem sabe, pode estar cortante. As mãos geladas e a neblina oferecem um lindo cenário, a oportunidade para um abraço e mais uma vez, as palavras vão se perder.

Penso e repenso. Quero um recanto, escondido entre flores e mato. Passarinho e folhas ao vento. Tema de um filme de sessão da tarde. A loucura parece invadir a alma e aperta o peito e nasce o amor sublimado.

Um banquinho colorido brinca com minhas lembranças de infância e oferece um espaço na memória, que desponta como uma marca poderosa para o renascer.

Coragem para escutar meu coração e deixar que ele invada o mundo, tal qual uma notícia de primeira página que perturbe o mundo com o sentimento que não dá trégua.

Um recorte de um momento feliz, que teima em voltar.  Devolvo a dor em texto.
A paragem pouco importa. O instante é agora. A utopia se faz presente na harmonia da descoberta. E do grito calado que teima em ser feliz.





sábado, 12 de agosto de 2017

E vai só


E vai só.
Sonho segue sozinho...
Solitário em busca de ser.


Procurando o par
o passo
o descompasso
de um dia que vai findar.

A tarde cai...
E no caminho 
as marcas do adeus.
E a esperança do reencontro.



Recorro ao que aprendi nos livros
              ao  que vivi na espera
              ao  que sofri na pele

Socorro ao que encontrei
              ao que deixei
              ao que pequei.

Temo pelo fim do sonho.
A novidade não parece confortar.
Tudo termina
Mas tudo pode recomeçar.

Apelo por um recado
um alô inesperado
ou apenas um oi 
com a frase:
"lembrei de você".